Você se parabeniza tanto quanto se cobra?
Essa pergunta simples é como um espelho. Desses que a gente evita olhar por muito tempo porque sabe o que vai encontrar. Você se cobra pelos erros, pelas falhas, pelo que ainda não deu certo. E cada passo que escorrega, você anota. Cada meta que não cumpriu, cada palavra atravessada, cada silêncio guardado. Você se analisa, se julga, se aperta. Se exige. Mas... e quando acerta? Quando acorda mesmo sem vontade e vai? Quando termina algo que parecia impossível? Quando diz “não” pela primeira vez, quando diz “sim” apesar do medo, quando ama mesmo estando ferido? Você se dá os parabéns? Se abraça? Se acolhe? A gente aprendeu a se cobrar pra melhorar, mas esqueceu que se parabenizar também é crescer. Que se reconhecer também é força. Que se aplaudir também é um ato de amor-próprio. Então hoje, pare um pouco. Olhe para tudo o que já superou em silêncio. Para tudo que ninguém viu, mas você viveu. E diga a si mesmo, com firmeza e ternura: “Parabéns por não ter desistido de ser você....